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Varejo sobe 0,1% em maio, mas moda cresce 3,1%: o que o lojista faz com isso

O varejo brasileiro subiu só 0,1% em maio de 2026 (IBGE), mas tecidos, vestuário e calçados avançou 3,1% no mês e 3,5% frente a maio de 2025, sendo o segundo setor que mais puxou o resultado.

Resumo: Moda foi um dos poucos setores que puxou o varejo pra cima em maio, com alta de 3,1%. Num mercado que praticamente não cresce, quem tem loja precisa disputar participação, não esperar maré.

O que aconteceu no varejo em maio de 2026

O IBGE divulgou que o varejo restrito subiu apenas 0,1% em maio ante abril, interrompendo a queda de 1,6% do mês anterior, e o varejo ampliado (com veículos e materiais de construção) recuou 0,2%, segundo o Mix Vale. Parece um mês morno, mas dentro do número frio tem uma leitura importante pra quem tem loja de moda: tecidos, vestuário e calçados foi a segunda maior influência positiva do mês.

Como a moda se comportou dentro desse número

Enquanto o varejo geral quase não andou, moda subiu 3,1% no mês e 3,5% na comparação com maio de 2025, contribuindo com 0,2 ponto percentual pro resultado, de acordo com o IBGE via Agência Brasil. Ou seja, o setor está crescendo acima da média num ambiente que não está fácil pra ninguém.

MétricaVarejo restrito (maio/26)Tecidos, vestuário e calçados (maio/26)
Variação mês a mês+0,1%+3,1%
Variação ante maio/25+0,4%+3,5%
Acumulado no ano+1,7%segunda maior influência positiva

Por que isso importa pra quem tem loja de moda?

Porque o mercado está mostrando duas coisas ao mesmo tempo: tem consumo pra moda, mas ele não está distribuído por igual. Se o setor cresce 3,1% e o seu faturamento está de lado, o problema não é o Brasil, é a sua operação. A tese aqui é dura, mas honesta: mês morno no macro é o mês em que fica visível quem sabe girar loja e quem estava só surfando.

A Abit e o IEMI projetam faturamento de R$ 63,34 bilhões no outono-inverno 2026, alta de 4,2%, mas o volume de peças sobe só 0,65% ante 2025, segundo a CNN Brasil. Traduzindo: o crescimento vem do preço médio, não da quantidade vendida. Quem depende de vender muita peça barata vai sentir. Quem trabalha ticket, curadoria e sobreposição tende a capturar essa alta.

O que muda na prática pra sua loja

Muda o jogo do "esperar melhorar". Não vai melhorar sozinho. O Abit também aponta pressão de custos da cadeia, margens apertadas e concorrência das plataformas internacionais de e-commerce (Fashion Network). Nesse cenário, quem trata precificação como planilha de custo mais markup vai apanhar. Preço agora é posicionamento, é a leitura do que a cliente aceita pagar pela peça certa no momento certo.

É exatamente esse tipo de leitura de mercado que a gente trabalha com os lojistas na mentoria da Evolving: cruzar o dado macro com o giro da sua loja, entender se a queda é sua ou do país, e agir em cima do que dá pra controlar. Porque quando o setor cresce 3% e a sua loja não acompanha, o problema tem nome e endereço.

Como agir com o que esse dado te entrega

Primeiro, olhe seu próprio número contra o setor. Se cresceu menos que 3,1% no mês, você perdeu participação, e isso é informação, não drama. Segundo, revise mix pensando em ticket médio e não em peça barata pra puxar fluxo, porque o crescimento projetado está no preço, não no volume. Terceiro, aperte a operação: sobreposição, tricô leve e jaqueta são as apostas da temporada segundo a Abit, então vitrine e recompra precisam falar essa língua agora, não em julho.

Fontes