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Dia dos Pais 2026 vai movimentar R$ 8,52 bi: o que o lojista de moda precisa entender antes de agosto

O Dia dos Pais 2026 deve movimentar R$ 8,52 bilhões no varejo brasileiro (alta real de 2,9% e melhor resultado em 12 anos), com vestuário liderando em R$ 3,34 bilhões, segundo a CNC.

Resumo: O varejo cresce 2,9% no Dia dos Pais e o vestuário puxa a fila com R$ 3,34 bi. Quem preparar mix, vitrine e ticket certo pega a fatia grande; quem entrar no piloto automático vai faturar menos por peça que em 2025.

O que a CNC projetou pro Dia dos Pais 2026

A CNC (Confederação Nacional do Comércio) divulgou que o Dia dos Pais 2026 deve movimentar R$ 8,52 bilhões no varejo brasileiro, alta real de 2,9% sobre 2025 e o melhor resultado em 12 anos, segundo publicação da Fecomércio-RS. Pra quem tem loja de moda, o número importante não é o total: é o recorte. Vestuário lidera a data com R$ 3,34 bilhões, quase 40% do bolo.

FonteProjeção 2026Variação vs 2025
CNC, varejo totalR$ 8,52 bi+2,9%
Abecs/Datafolha, intenção de compraR$ 9 bi+13,3%
Abiacom, e-commerceR$ 10,56 bi+10,81%
ABVTEX, vestuário e calçados masculinosR$ 6,6 bi+6,1%

Por que vestuário é a categoria mais estratégica dessa data?

Porque é o presente mais desejado (57%, segundo pesquisa Abecs/Datafolha) e o que mais gira em valor absoluto no Dia dos Pais. Some a isso o ticket médio saltando de R$ 194 para R$ 231, e você tem um consumidor disposto a gastar mais por peça, não a levar mais peças pelo mesmo preço. Isso muda a lógica de mix e vitrine.

O que muda pra sua loja de moda em agosto?

Muda o eixo da conversa. A ABVTEX projeta alta de 6,1% no faturamento de vestuário masculino, mas só 2,55% em volume de peças. Ou seja: o crescimento vem do preço, não da quantidade. Quem for competir na base do desconto vai vender parecido com 2025 e faturar menos por peça vendida. Quem souber posicionar peça-chave com ticket mais alto vai capturar o crescimento real da data.

Essa é a leitura que a gente trabalha com os lojistas na mentoria da Evolving: número absoluto do setor engana, o que decide é o recorte que cabe na sua loja. Uma alta média de 2,9% no varejo pode ser +15% pra quem preparou a data direito e -5% pra quem entrou no piloto automático achando que agosto se vende sozinho.

Como agir sem inventar receita

Três direções que valem pra qualquer loja de moda masculina (ou seção masculina dentro de uma multimarca) neste Dia dos Pais.

Primeiro, curadoria de presente pronta. O consumidor está com pressa e com dinheiro no bolso. Combinações montadas, vendedor treinado pra sugerir kit, embalagem que resolve. Ticket médio de R$ 231 exige que a loja construa a vitrine do presente, não fique esperando o cliente decidir sozinho no provador.

Segundo, peça-chave com margem, não a promo genérica. Se o crescimento vem do preço médio, sua loja precisa de no mínimo três peças âncora que justifiquem esse ticket mais alto. Camisa bem cortada, jaqueta de meia estação, calça de alfaiataria: o que faz sentido pro seu público.

Terceiro, canal digital aberto. Com o e-commerce projetando +10,81% pela Abiacom, quem tem loja física e não abre WhatsApp com catálogo ou entrega local está deixando dinheiro na mesa. Não precisa ser plataforma cara, precisa existir.

Data grande não perdoa loja despreparada. E 2026 é a maior janela dos últimos 12 anos.

Fontes